DESDE O PAU-BRASIL ATÉ OS GRANDES TRANSATLÂNTICOS- UMA HISTÓRIA DE EXPLORAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA E DA COSTA VERDE

Essa  foi a primeira imagem produzida pelos portugueses de parte do litoral paulista e fluminense. O objetivo desse mapa é localizar areas com Pau-Brasil e populações indígenas. O Pau- Brasil foi o primeiro produto comercial explorado pelos portugueses, o que acabou incentivando sua busca ao longo da faixa litorânea. A árvore era encontrada na Mata Atlântica ,que se espalhava por todo o país.

A região retratada é conhecida, hoje, como Costa Verde e compreende a faixa litorânea do sul do Estado do Rio de Janeiro e parte do litoral paulista. Estudos cartográficos revelam que a região de Paraty é a localização mais exata do mapa. A Costa Verde tem como pontos turísticos a cidade de Paraty e suas praias próximas, a belas praias de Ubatuba e Angra dos Reis e sua majestosa Ilha Grande.

A vião paradisíaca dessa região encantou os portugueses e fez parte do imaginário do paraíso terrestre. A natureza exuberante em contraste com as águas cristalinas mostravam a natureza em sua forma mais divina e enigmática.

Ainda hoje, a região é conhecida pela sua beleza e exuberância. Pode-se encontrar na região praias quase desertas e matas preservadas. Mas a cada dia esse cenário se torna mais raro. O turismo predatório e a ocupação desordenada da população local  revelam um futuro trágico se nada for feito.

A Mata Atlântica encontra-se completamente devastada, cerca de 90% de toda area devastada. E os poucos redutos preservados estão permanentemente assolados pelo turismo crescente.

As chuvas do final de 2009 e início desse ano mostraram os perigos das consequências geradas por tanto tempo de exploração e devastação. A população crescente e desordenada na cidade de Angra dos Reis levou a um grave deslizamento de terra matando pessoas e destruindo vidas. Essa mesma chuva que maltratou a cidade de Angra chegou até a Ilha Grande onde ocorreu o deslizamento de uma Pousada construída de forma irregular na beirada de uma praia paradisíaca.

Os portugueses chegaram, mapearam e começaram a explorar o “paraíso terrestre”. O tempo foi passando e ele continuou violentando a natureza e nome de um progresso tolo e ilusório. O morro que desabou era um parte da periferia da  cidade. Lá viviam , ou melhor, sobreviviam homens em busca do tal progresso. O resultado foi uma resposta da natureza que começa a chegar em seu limite.

No caso da Ilha Grande, por ser frequentadora de suas praias, posso afirmar que o turismo cresceu de forma predatória. As praias estão recebendo, cada vez mais, barcos, lanchas de luxo e escunas que desembarcam até 50 pessoas em uma região que deveria estar sendo preservada e controlada.

Esse ano , durante o verão, observei um grande aumento do número de transatlânticos passando pela região. Pensem na quantidade de lixo produzido por uma embarcação dessas. Fora a poluição sonora dentro da água , o desequilíbrio no mar e no ar, porque os danados soltam uma fumaçada muito sinistra.

Então moçada é prestar atenção e ficar ligados. Aquilo que estudamos nos livros de história, de forma distante e deslocada da realidade prática , um Brasil que surgiu de um sistema de exploração e imposição de um padrão de crescimento e progresso pode ainda pairar por aí. Podemos ser independentes politicamente e economicamente, mas quem continua pagando a conta desse “progresso” é a natureza. E a coisa está ficando preta, porque nem mesmo a natureza esta mais aguentando!

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