A ARTE DA GUERRA – Os japas botam pra quebrar…

Os nossos queridos amigos japoneses, que nos forneceram coisas tão divertidas como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, todas as coisas que advém disso (video-game, pra falar a verdade) sempre foram bons, e muito bons, na arte da pancadaria, mangueiras de suco de grosélia e outras coisas mais. Sem mencionar os lendários Jaspion, Changeman, Giraya e vários outros heróis da geração da professora Bárbara (cujo Changeman favorito era o vermelho, sua paixão adolescente).

ESQUADRÃO RELÂMPAGO CHANGEMAN - programa exibido pela extinta rede Manchete no ano de 1988, estourando como sensação da garotada. Deixa saudades no coração da geração dos anos 80.
Essa galera invocada é o pessoal que salvava o mundo nos anos 80. O maluco com a jaqueta de couro, do lado do rosa choque maravilhoso da japinha à direita, é o Hayate, a razão dos suspiros da professora em sua tenra idade.

Toda essa leva de super-heróis que tinham o olho puxado e batiam pra cacete logo veio a se ocidentalizar. Temos o nosso exemplo em um grande astro da Sessão da Tarde, Daniel San, Pupilo do Grande Senhor Miagui, que o ensinou tudo o que precisava saber para dar um pau na galera do Cobra Kai.

Daniel foi o garoto propaganda dos anos 80 da máxima de que artes marciais orientais eram legais. Elas te ensinavam um bocado de frases de efeito, olhares penetrantes e te safavam de surras de garotos barbados. Isso já deve ter colado com algum de vocês... alguns cansam de apanhar enquanto outros se dão bem na arte dar porrada...

Isso é só uma demonstração de como uma cultura é fortemente influenciada pelas suas práticas. A prática do karatê no caso japonês é um exemplo muito claro. Isso é o resultado de um processo cultural longo, e não devemos nos esquecer que lidamos com um tipo de assimilação das coisas completamente destoante do nosso olhar ocidental cristão. Vamos dar um pulinho na terra do sol nascente e procurar uma reminiscência histórica dessa faceta cultural tão explorada pela Globo e pelo Senhor Abravanel.

Cataná ou Katana é uma arma, um sabre longo, de origem Japonesa. Surgiu na chamada Era Muromachi (1333-1573), com um design encurvado, apenas um dos lados afiados. Era uma arma exclusivamente ofensiva, tendo sido usada pelos ninjas (que as utilizavam menos afiadas e envenenadas) e pelos samurais (que portavam juntamente uma menor, wakizashi, formando assim um dos símbolos mais fortes de prestígio social de que gozavam esses militares - o daisho, "pequeno e grande").
Inspirado na Katana o Zero foi o avião utilizado pelos japoneses na Segunda Grande Guerra. Tão ofensivo quanto a sua prima distante Cataná, o Zero só rodava carregado de munição, sendo alvo fácil. Eram esses periquitos de olhos puxados que se lançavam sobre os porta-aviões americanos - os kamikazes os pilotavam.
Os kamikazes eram os pilotos da aeronáutica do Império do Sol Nascente, que se jogavam de cabeça para alcançar a glória e o orgulho, valores realmente distantes e difíceis para a compreensão de nós ocidentais. Percebam que os japinhas do cantinho, sentados no chão, levam consigo uma espada. Eram espadas katanas, utilizadas quase como um talismã, um símbolo de guerra e uma marca cultural.

Os reflexos dos traços culturais então não são sentidos apenas quando vemos o senhor Miagui cuidando de seus bonsais? Definitivamente não!

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