LENDO A HISTÓRIA – Agora de uma música!

VALE A PENA VER DE NOVO!
Pessoal, post da época em que o Leo Gallo tinha cabelo! Um Lendo a História maravilhoso, com a música Meu País do grande Síndico e um pouquinho de Todo Mundo odeia o Chris,  sobre racismo nos EUA, no Brasil e a nossa “democracia racial”.

Estamos tentando com a sessão “Lendo a História” interpretar diferentes tipos de texto. Já discutimos o que vamos entender por texto, sendo uma tela pintada, uma casa caindo aos pedaços, um ferro de passar da sua vó, uma letra de música o que quer que seja, interpretaremos como um texto histórico. Para interpretar tais textos com um olhar historicamente crítico, estaremos atentos a todas as informações que compõe o conjunto da fonte histórica que estará em questão, como o autor da obra (se a fonte histórica tiver algum autor), a data da produção, a legenda (no caso de imagens e se essas contiverem uma legenda), as referências, enfim, todos os elementos que nos permita traduzir o objeto estudado em palavras, em conexões textuais, que farão da nossa interpretação o mais “correto possível” (já discutimos também que consideraremos “correto” o que se aproximar do que vamos ter que apresentar na maioria das vezes que tivermos que interpretar um texto – o ENEM, por exemplo).

Agora vamos estudar uma música de um autor que muito me agrada. Tim Maia! O grande síndico deu um pulinho nos Estados Unidos e veio nos contar como foi:

Tim Maia. Meu País e Chocolate

Vai aí a letra dessa música maravilhosa:

Se bem sei que aprendi muito no seu país

justo no seu país

porém, no meu país senti tudo que quis

pois vi como vivem todas as flores

todas as dores

sem distinção de cor o amor existe enfim

mesmo ainda quando ha luta, do alto se escuta

em uma só voz que diz somos como irmãos.

Tim Maia com essa música nos explica muito bem o contexto que encontrou na terra do Tio Sam. As lutas pelos direitos do negro, pela igualdade civil estava simplesmente pipocando em terreno norte-americano. O terreno que inspirou tal canção foi o mesmo de surgimento de grandes líderes, como Martin Luther King e Malcon X. O histórico da discriminação racial nos EUA é tão grave quanto no Brasil, entretanto, a coisa é um pouco diferente.

Enquanto em terras tupiniquins somos excluídos ou aceitos pelo que levamos em nossas carteiras, os nossos vizinhos norte-americanos não têm muitas papas na língua e o preconceito racial lá é completamente escancarado. Existe uma segregação pesada, sendo construídos bairros para negros, produzidos produtos especiais para os negros, estabelecendo assim fronteiras que seriam inimagináveis no Brasil, devido à intensa mestiçagem do nosso povo. Para um bom exemplo pra sacar qual é a do preconceito racial nos EUA, vamos chamar o nosso querido Chris Rock e sua adorável professora Morello.

Nosso amigo Chris vive então o que o síndico Tim Maia, denuncia em sua música. Um problema vivido na pele todos os dias por pessoas que são discriminadas pelo simples fato de o seu fenótipo o permitir ter uma cor maravilhosa, trazendo consigo uma história e uma cultura que deixa qualquer pele amarela, verde, laranja, beje ou bonina no chinelo.

Conseguimos através das palavras de Tim Maia viajar até os EUA, detectar um problema também vivido por nós, percebemos as especificidades desse problema e o distinguimos do vivido no Brasil. Temos aí uma interpretação que leva em consideração os elementos que constituíam o nosso objeto de estudo, chegando a um raciocínio válido e que pode fazer toda a diferença.


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