LENDO A HISTÓRIA: A nobreza de França

Salve, salve leitores queridos!!! Que tal darmos uma olhadinha nas transformações sofridas pela nobreza de um expoente monárquico europeu? Observaremos, através de três imagens, momentos diferentes da corte francesa. Isso nos ajudará bastante a entendermos, por exemplo, o que ocorria, socialmente falando, na Revolução Francesa. Esse episódio foi de fundamental importância para o lançamento das bases de nossa sociedade, combatendo uma nobreza altamente parasitária, um rei que mantinha os nobres loucos e fornicadores, com suas perucas e roupas ridículas, passeando por suntuosos jardins e festejando em grandiosos salões. Mas, por que isso acontecia? De graça? NÃO! Muito pelo contrário.

Vamos às imagens:

Este é Clóvis, o Rei dos Francos, convertido à fé católica no século VI, ungido por um óleo enviado por Deus, através de uma pomba.

Pira nas cabelanças do nosso querido monarca retratado acima!!! O cara era um bárbaro! Barbas e cabelos trançados são uma clara evidência de suas raízes, seu costumes bárbaros. Sempre com uma pose bem ereta, séria, guerreira! A sua espada sempre à mão, e ai de quem dissesse um “isso” pra esse rei que ele não gostasse. Não haveria guilhotina ou um exército, mas uma batalha sangrenta, na que estava em jogo a honra e a habilidade bélica de cada nobre! Isso era a nobreza bárbara, guerreira. Os nobres detinham o monopólio das armas, e os suseranos desse rei, outros nobres, eram tão barbudos e maus quanto o próprio.

Essa imagem representa o massacre na Noite de São Bartolomeu, no século XIV.

A chacina acima foi o massacre da galera que não quis entrar na onda da rainha doida da França. “Onde já se viu? Huguenotes? Coooooortem-lhes a cabeça!!!” gritava a monarca louca aos seus súditos. Nobres e membros do clero entraram nessa e da-lhe pancada e espadada pra cima de quem não “colar com a gente” na parada de religião. Mas o fato é, temos aí ainda a nobreza em porte de armas e indo pro pau contra quem fosse avesso aos seus interesses. Matança total! Ainda fervia sangue nos olhos dessa nobreza! Ainda havia sangue bélico, fervor de batalha pulsando no peito da nobreza, no entanto, já mais “domesticada” do que os barbudões coleguinhas de Clóvis.

O rei Sol.

O cidadão acima é o famigerado, vitaminado, iluminado e afeminado Luis XIV. O monarca mais absolutista de todos, foi responsável por consagrar um movimento muito inteligente por parte dos reis. A nobreza guerreira e belicosa que poderia representar qualquer tipo de ameaça aos poderes do rei foi aprisionada em seus palácios, ganhando cargos de “batedores de carimbos” e selos reais, recebendo pensões absurdas e vivendo em uma opulência e fornicação nunca antes vistos! O rei conseguiu assim monopolizar as armas (com o seu exército real) e ver-se livre de malucos com espadas e machados! Ao invés disso tínhamos agora uma galera “de boa” com o rei, mas sem noção do ridículo! Observem:

Nobreza palaciana de Luis XIV.
Os garotinhos do Rei Sol.

É quase patético que de viris guerreiros, barbudos e maus a galera viesse a entrar nessa onda duvidosa que vimos acima, não é? Mas isso é só uma demonstração do que o rei teve de fazer para conseguir o seu poder absoluto. Retirar da nobreza as armas, transformá-los em coisinhas domáveis e sustentá-la por meio de impostos cobrados do povão, que estava na pior enquanto essa patota afeminada dançava nos salões de Versalhes.

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