O PROBLEMA DA INEXISTÊNCIA – da Crise de 29 à “Marolinha”

Segunda Edição

Vivemos em um século de novidades… novidades que desde o século passado tentamos digerir, e o que temos como resultado é uma congestão violenta!!! Podemos observar com facilidade a conturbada relação dos seres humanos com algumas coisas que os rodeia, coisas que são imprescindíveis para a manutenção da vida prática das pessoas no mundo de hoje. O que pretendo abordar nessa curta reflexão é a relação das pessoas com o dinheiro, pensar em como, nos tempos de hoje, se lida com a ferramenta de troca mais conhecida no mundo… Vamos então mergulhar na história desse homem do século XXI e analisar como o motor da máquina capitalista (dinheiro e a necessidade por esse criada) influencia e modifica a vida dos seres humanos.

Os homens do século XXI aprenderam direitinho com os do século XX e se matam por um pedaço de papel…

Podemos pensar em situações mais conhecidas e citadas na história do mundo para analisarmos o que proponho. Que tal o famoso Crash da Bolsa de Nova York de 1929? É um ponto interessante… vejamos porque…

O fato situa-se no que chamamos de Período Entreguerras. Sabe-se da eclosão do primeiro conflito de maior escala envolvendo, principalmente, as potências imperialistas do mundo (européias, asiáticas, americanas), entre 1914-1918, ao qual dá-se o nome de Primeira Guerra Mundial. Quando chegamos em 1939, temos a eclosão de um segundo conflito de proporções globais chamado Segunda Guerra Mundial, tendo desfecho em 1945. O período de armistício, paz, que se encontra entre as duas guerras chamamos de Período entreguerras.

Podemos caracterizar o contexto da Crise de 1929 como sendo um momento especial, de recuperação européia, que contava com o apoio financeiro dos EUA. Esse país, por sua vez, com o seu território intacto das mazelas da guerra, entrou em uma ascendência nunca antes vista. O otimismo nas engrenagens do mercado e a tendência ao crescimento economico do país (segundo, é claro, suposições – de especialistas, economistas, financeiros, mas ainda sim, suposições) levou a população a investir em títulos, ações, das empresas que cresciam graças ao momento promissor já explicado. A isso damos o nome de Capital Especulativo.

Pra entender: quando se compra uma ação de uma empresa, compra-se por um valor qualquer uma parte da empresa, parte muito pequena… O dinheiro vai para as movimentações nas bolsas de valores de todo o mundo. Quando se tem uma ação de uma empresa e essa mesma empresa cresce, o pedacinho dela que te pertence (a ação da empresa) cresce na mesma proporção, aumentando também o seu valor…

Sendo assim, a população norteamericana, nessa época, tinha um incentivo gigantesco a investirem nesse capital especulativo, enriquecendo mais facilmente do que jamais se teve notícias. Por esse motivo ficou corriqueira a prática da execução de empréstimos para comprar determinadas ações, propriedades, com a garantia de que o que foi comprado valorizaria e compensaria o empréstimo feito. Só poderia ser uma bola de neve!!! O valor das ações subia vertiginosamente; cresciam tanto que em um momento superavam o real valor do que representavam fisicamente. Ou seja: compravam-se as partes das empresas que, na realidade, não existiam!

Alguns investidores com maior sensibilidade viram que aquilo não ia dar em boa coisa e trataram de retirar o dinheiro que tinham investido no Capital Especulativo… Como?… Vendendo em massa as ações que tinham enquanto valiam alguma coisa…. Seguindo a famosa lei da Oferta e Procura, com o aumento descomunal da oferta das ações, o valor das mesmas caiu proporcionalmente…. Caiu tanto que foram obrigados a fechar as portas da bolsa de Nova York… O resultado dessa crise na sociedade é bem conhecido… Suicídio, desespero, desemprego em massa, nova formatação da administração economica por parte dos países atingidos, etc… Mas, que tal irmos um pouquinho mais pro fundo dessa história?

E a galera alucinada descobria: Oh my god! My money “não existe”?!

No final das contas, o problema estava em atribuir valores ao que, de fato, NÃO EXISTIA!!! As transações no mundo das bolsas de valores, por mais complexas e completas que parecessem, lidavam com títulos cujos valores ultrapassaram o seu suporte no mundo real…. ou seja, deixaram de existir… Quando problemas como a crise de 1929 vêm à tona e arrasam as economias mundiais, provocando mudanças profundas nas vidas dos seres humanos que se encontram nesse sistema, vêm à tona também o grande X da questão: o problema da inexistência.

Se prestarmos atenção no que gerou a última crise econômica vivida pelo nosso mundo, enxergaremos sem maiores problemas a mesma questão da inexistencia de dinheiro, aporte real, físico, palpável, para o desenvolvimento econômico. No entanto, desta vez o problema da especulação financeira se fez mostrar no mercado imobiliário americano. Novamente empréstimos eram feitos com a garantia de recuperação a médio prazo… Entretanto, nem sempre se tem o que quer… Quando os empréstimos precisaram ser cobrados pelos bancos, o dinheiro simplismente não existia…. Isso faz parar a economia; com medo de recessão não se fazem mais investimentos, gerando um efeito em cadeia e atingindo a todos os envolvidos no sistema.

A contraposição dos dois mundos: o sonho americano que morreu com a crise (retratado apenas na imagem, é claro!) e a dura realidade de quebradeira, que sempre prejudicou e sempre vai prejudicar a massa mais pobre, compostas (não sei por que!) em sua maioria de negros! O que vai precisar rolar mais pra gente cair na real?

Se o assunto interessou eu aconselho o amigo leitor um excelente filme… Clique no link abaixo e procure por ZEITGEIST II – Documentário sobre a farsa do sistema financeiro capitalista e a dominação contemporânea norte-americana. IMPERDÍVEL!!!… Não vão se arrepender

https://historiativanet.wordpress.com/videos/

Até a próxima meus amigos…

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