LENDO A HISTÓRIA: o mundo árabe renascentista

Salve, salve amigos!

Uma das obras que mais representa a estética e a temática renascentista européia se trata de uma pintura de autoria de Rafael Sanzio, a Escola de Atenas. Nela estão representados sábios, filósofos e cientistas da antiguidade. Esse é um traço marcante nas obras renascentistas.

Mas disso todo mundo já sabia, num é? Mas o que a galera esquece de mencionar é o simples fato de que todas as notícias que os europeus tiveram da antiguidade clássica vieram de uma ponte muito eficiente. Essa foi construída por árabes que, com suas escolas de tradução trouxeram à tona a reunião de tantos pensamentos.

Escola de Atenas – Rafael Sanzio

Essa obra de Rafael foi então possibilitada pelos esforços árabes, muçulmanos, que decifraram o pensamento clássico e os trouxeram à Europa renascentista. Mas mesmo assim, observamos no canto inferior esquerdo a beradinha de uma porta. Essa porta fecha a biblioteca do Vaticano, centro do catolicismo.

É um perfeito exemplo de todas as apropriações culturais nos efervecentes anos 1500. O trânsito de informações e saberes chegava a um ponto jamais visto, o que possibilitou toda a explosão cultural que marca a Europa em sua fase de renascimento.

 

Essa obra já apareceu em uma questão de um importante vestibular do país. Vejamos essa questão da UNICAMP 2010:

A partir do século IX, aumentou a circulação da ciência e da filosofia vindas de Bagdá, o centro da cultura islâmica, em direção ao reino muçulmano instalado no Sul da Espanha. No século XII, apesar das divisões políticas e das guerras entre cristãos e mouros que marcavam a península ibérica, essa corrente de conhecimento virou um rio caudaloso, criando uma base que, mais tarde, constituiria as fundações do Renascimento no mundo cristão. Foi dessa maneira que o Ocidente adquiriu o conhecimento dos antigos. No quadro pintado pelo italiano Rafael, A escola de Atenas (1509), o pintor daria a Averróis, sábio muçulmano da Andaluzia, um lugar de honra, logo atrás do grego Aristóteles, cuja obra Averróis havia comentado e divulgado.

(Adaptado de David Levering Lewis, God’s Crucible: Islam and the Making of Europe, 570-1215. New York: W. W. Norton, 2008, p. 368-69, 376-77.)

a) Identifique no texto dois aspectos da relação entre cristãos e muçulmanos na Europa medieval.

b) Relacione as características do Renascimento cultural europeu à redescoberta dos valores da Antiguidade clássica.

 

A questão pergunta justamente sobre o que estão representados na obra de Rafael. A influência do pensamento islâmico na Europa Renascentista é cobrada na questão A, juntamente com a Guerra da Reconquista na Península Ibérica. Já na questão B o que deve ser lembrado é que os valores da antiguidade foram retomados pelos renascentistas, tais como o antropocentrismo, o individualismo e o racionalismo.


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