Ditadura Militar Brasileira – A Guerrilha Urbana e a Trajetória de Um dos Seus Principais Expoentes: Carlos Marighella

Eram os “Anos de Chumbo”, após o decreto do AI-5 o Brasil entrava no período mais crítico da ditadura militar. Prisões, exílios e a tortura se tornaram práticas comuns que assolavam a vida dos brasileiros. O Partido Comunista Brasleiro (PCB) encontrava-se na ilegalidade, embora reuniões clandestinas continuassem ocorrendo. O Partido era contrário à luta armada, no entanto, alguns militantes começaram a contrariar essa determinação pegando em armas para enfrentar os excessos dos militares.

Nesse contexto destaca-se a figura de Carlos Marighella, um dos pioneiros dentro do partido, inclusive tendo participado da Intentona Comunista, em 1935. Ele foi responsável pela fundação, em 1967, da ALN (Aliança Libertadora Nacional) que defendia a luta armada contra a ditadura.Era o início de uma guerrilha urbana que incluía assaltos a bancos, atentados e um feito glorioso que foi a invasão da Rádio Nacional, onde leu um manifesto contra a ditadura, provocando escândalo e revolta por parte da linha dura.

Os jovens militantes que se uniram a Mariguella defendiam um discurso universal de se fosse preciso criariam “um, dois,três, mil Vietnãs”. A Revolução Cubana servia como exemplo e esperança de mudanças políticas significativas. No entanto a organização interna deixava muito a desejar e o que podemos observar são ações mal elaboradas que acabaram comprometendo o futuro da ALN.

Os militares tinham Marighella como um dos maiores inimigos do Estado e não tardaram em iniciar uma verdadeira caça ao homem mais subversivo do Brasil.O delegado Sérgio Paranhos Fleury surpreendeu Mariguella , em 4 de Novembro de 1969, em seu apartamento, onde foi baleado sem direito de defesa. Mas para a divulgação pública foi declarado que ele havia sido morto por resistir à prisão. Mais um engodo para justificar à ausência dos direitos civis dos brasileiros.

 

Marighella acabou representando um mártir para a guerrilha que se expandia pelo país, sequestros de diplomatas, assaltos à bancos, assassinatos sacudiam o Brasil e revelavam a faceta mais radical da reprimida esquerda brasileira. Surgiam novas organizações como a VPR, MR-8 e a VAR-Palmares, que assustavam os militares e acabavam levando a uma radicalização ainda maior do aparelho repressivo durante o governo Médici.

Nesse contexto surgiu a Oban, que era um órgão governamental, que recebia o auxílio financeiro de empresários e tinha como função o combate à luta armada. Também foi criado um órgão dentro do exército, o Destacamentos de Operações e Informações (DOIs) e Centros de Operações de defesa Interna (CODIs), coordenados pelo Centro de Informações do Exército (CIE), também ligados ao combate à guerrilha urbana e rural.

A ditadura foi marcada por excessos de todos os lados, mas a repressão imposta no período deixou marcas, como a formação do famoso Esquadrão da Morte, formado por um grupos de policiais, que torturavam e exterminavam pessoas acusadas de subversão. Esse é o triste legado desse regime de exceção… uma violência desmedida e uma posterior anistia que nunca condenou os torturadores e assassinos do período.

8 comentários sobre “Ditadura Militar Brasileira – A Guerrilha Urbana e a Trajetória de Um dos Seus Principais Expoentes: Carlos Marighella

  1. Herói??????????!!!!!!!!!!
    A contra guerrilha assolava a vida dos Brasileiros??????????!!!!!!!
    Assolava a vida dos politiqueiros que assolam o pais hoje isso sim.

  2. “O Partido era contrário à luta armada, no entanto, alguns militantes começaram a contrariar essa determinação pegando em armas para enfrentar os excessos dos militares.” Hããã????? Que mentira deslavada. A doutrina do Partido Comunista previa a tomada do poder pela via armada. A Intentona Comunista foi o que? E a pior mentira que vem sendo repetida por falsos historiadores é de que pegaram em armas para combater a ditadura. Pegaram em armas para implantar um regime comunista com uma ditadura muito pior. Ou vão negar que a luta armada era financiada pelas sanguinárias ditaduras cubana, soviética e chinesa?

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